Parte I:
1. A CONSCIÊNCIA É O SI-MESMO. Como pode então haver escravidão?
2. A PRISÃO É UM CONHECIMENTO LIMITADO, uma impureza de finitudes. A prisão é também:
3. O GRUPO DAS COISAS ILUSÓRIAS E O CORPO DA ATIVIDADE QUE FRAGMENTA. A saber, as impurezas da ilusão e ação.
4. A MÃE - CONJUNTO DOS FONEMAS (LINGUAGEM) - É A ENERGIA QUE GOVERNA O CONHECIMENTO. É a linguagem que engendra as três impurezas, assim como, o conhecimento limitado causa a prisão. Como liberar-se disso?
5.A IMEDIATA NECESSIDADE DA ILUMINAÇÃO, É BHAIRAVA, O ABSOLUTO. A emergência da suprema iluminação liberadora do laço, do qual, o yogue, assustado, descobre pouco a pouco sua expansão: sem deixar o estado superior imediatamente alcançado, ele orienta-se em direção aos estados inferiores para devolve-los a sua natureza divina, expandindo a consciência Bhairaviana do centro da Roda à periferia:
6. RECOLHENDO-SE INTENSAMENTE NA RODA DAS ENERGIAS
7. ATÉ OS ESTADOS DIFERENCIADOS, VIGILIA, SONHO E SONO PROFUNDO, SE PRODUZ A AMPLIAÇÃO DO QUARTO.
8. A VIGILIA CONSISTE NO CONHECIMENTO; O SONHO EM PENSAMENTO DUALISTA E O SONO PROFUNDO NA AUSÊNCIA DE DISCRIMINAÇÃO OU EM ILUSÃO. Como se descreve esse yogue que conseguiu penetrar no sabor do Quarto Estado e possui livre poder sobre seus órgãos?
9. AQUELE QUE DESFRUTA DOS TRÊS ESTADOS É SOBERANO DOS HERÓIS E DOMINA SUAS ENERGIAS SENSORIAIS. Nisso reside sua expansão interior. Existe algum indício que permita reconhecer o cume alcançado por esse yogue?
10. O ASSOMBRO CARACTERIZA AS ETAPAS DO YOGA QUE ELE ATRAVESSA. Vismaya, o assombro experimentado uma e outra vez, seguido de paz e felicidade inquebrantáveis é essencial na via de Shiva. A partir desse momento e dai para frente é a energia que joga nele.
11. SUA VONTADE É A ENERGIA UMÂ, É KUMÂRÎ, A VIRGEM. Energia suprema, ardente, sem prisão, ela não é nunca objeto, mas sempre sujeito. O yogue com ardente vontade possui um corpo universal.
12. SEU CORPO É O MUNDO PERCEPTÍVEL. Tudo o que ele vê é supremo. Onde seu corpo aparece de forma objetiva? Como obter essa Consciência Universal? Há aqui dois meios: o primeiro na via divina, o segundo, na via da energia quando ela está muito próxima a via de Shiva.
13. FAZENDO POR FRICÇÃO COM QUE SE FUNDA A CONSCIÊNCIA EMPÍRICA NO CORAÇÃO, ELE TEM A VISÃO DO MUNDO PERCEPTÍVEL E DE SVÂPA (o vazio desprovido de qualquer objetividade), a ausência de sensação na via divina.
14. OU ENTÃO, RECOLHENDO-SE INTENSAMENTE SOBRE A PURA REALIDADE, ELE OBTÉM A ENERGIA ILIMITADA. Para o yogue dotado de tal Conhecimento:
15. SEU DISCERNIMENTO É CONHECIMENTO DO SI-MESMO. Conhecimento estendido, pois o Si-mesmo é o universo. Este é o seu fruto.
16. A BEATITUDE DO SAMADHI É PARA ELE A FELICIDADE DO MUNDO. Ambas coisas se confundem para ele. Glória para esse yogue na via da energia:
17. RECOLHENDO-SE INTENSAMENTE SOBRE A ENERGIA, ELE PRODUZ O CORPO DESEJADO. Outros poderes obtidos:
18. UNIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS (corpo, alentos, objetos, etc.), SEPARAÇÃO DOS ELEMENTOS COM TUDO. Mas vale a renúncia desses poderes e buscar a felicidade da essência e da ciência. Na via de Shiva, se não aspira as eficiências sobrenaturais limitadas, o yogue deseja que se revele a ele, o Si-mesmo universal, então:
19. QUANDO APARECE A PURA CIÊNCIA, ISSO É REALIZAR A SOBERANIA SOBRE A RODA DAS ENERGIAS, de maneira análoga na via da energia;
20. QUANDO ELE SE RECOLHE SOBRE O GRANDE LAGO (a suprema consciência que manifesta o universo da energia da vontade ao mundo objetivo ordinário), TEM A EXPERIÊNCIA DA EFICIÊNCIA DOS MANTRAS, palavras sagradas.
II PARTE
Na via da energia, a consciência iluminada se torna palavra eficiente:
1. SUA CONSCIÊNCIA INTERIORIZADA É A PALAVRA SAGRADA, MANTRA. Qual é o meio utilizado para penetrar os mantras?
2. O ATO COM INTERESSE É AQUI A EFICÁCIA. Este ato corresponde a súbita inspiração da via de Shiva. Definição da eficiência da palavra (mangravîrya);
3. O SEGREDO DOS MANTRAS, É A EXISTÊNCIA DE UM CORPO DE PURA CIÊNCIA. Na parte I.14, se alcança o corpo universal; aqui o "corpo" de puro conhecimento designa o conjunto dos sons. O sutra 4, descreve a ilusão que aparece como réplica dessa pura Ciência, se ele se conecta com poderes limitados.
4. A EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA NA MATRIZ, a ilusão, consiste em uma ciência privada de discriminação, um SONHO. Mas se o yogue não se prende a esses poderes limitados que adquiriu e se mantém firmemente na etapa suprema, adquire sem esforço, a khercarîmudrâ (o estado de Shiva) e a eficiência dos mantras;
5. ELE OBTÉM A ENERGIA QUE VOLTA AO ESPAÇO INFINITO, O ESTADO DE SHIVA, COM SURGIMENTO ESPONTÂNEO (emergência de algo que é inato) DA PURA CONSCIÊNCIA. De quê maneira?
6. O MESTRE É A VIA. Pleno de si, ele transmite ao discípulo em forma de conhecimento;
7. A COMPREENSÃO DA RODA DOS FONEMAS (linguagem). Em conseqüência, para esse yogue:
8. O CORPO É OBLAÇÃO RITUAL. Porque o corpo (sutil e grosseiro) é elevado a dignidade do Si-mesmo consciente. Com este renunciamento completo de todo seu ser, o yogue elimina, absorvendo o conhecimento diferenciado.
9. O CONHECIMENTO É O SEU ALIMENTO, mas para aquele que não permanece perpetuamente vigilante e recai em svapna;
10. DESDE QUE A CIÊNCIA MÍSTICA SE REABSORVE, A PERCEPÇÃO PRÓPRIA DO <
III PARTE
1. O SI-MESMO É A CONSCIÊNCIA EMPÍRICA. Na via individual, o atman não é nada mais do que consciência limitada e, por tanto:
2. O CONHECIMENTO LIMITADO FORMA A PRISÃO. Porque é uma prisão?
3. A ILUSÃO CONSISTE EM NÃO DISCERNIR AS CATEGORIAS QUE SÃO AS ATIVIDADES FRAGMENTADORAS (DISPERSORAS), ETC. Para por fim a estas limitações, é necessário então:
4. REALIZAR NO CORPO A REABSORÇÃO DAS ATIVIDADES DISPERSIVAS. O corpo consiste em corpo grosseiro composto por elementos grosseiros, em um corpo sutil também chamado de óctupla fortaleza e em um corpo supremo. É neste corpo tríplice que reside as aitividades dispersivas que são reintegradas pela prática mística da "absorção", significa dizer, reabsorve-las cada uma em sua própria causa ou arquétipo (simbologia), até chegar a Pura Consciência ou também, pela prática da concentração direta sobre a Grande Iluminação Final. Quatro são os meios a utilizar para esse fim:
5. REABSORVER OS CANAIS, CONQUISTAR OS ELEMENTOS GROSSEIROS, ISOLAR-SE DOS ELEMENTOS E SEPARAR-SE DOS ELEMENTOS, isto é, o controle do alento, a concentração, a retração dos sentidos e o samadhi. Então ai, quatro grandes siddhis (poderes sobrenaturais) adquiridos aqui com esforço por um yogue, ainda vítima da ilusão:
6. O PODER SOBRENATURAL É DEVIDO AO VÉU DO OBSCURECIMENTO. Desaparecendo este véu, o yogue gozará da infinitude, gozando da infinitude entrará em suddhavidyâ.
7. GRAÇAS A VITÓRIA SOBRE O OBSCURECIMENTO, VITÓRIA QUE SE ESTENDE AO INFINITO, ELE CONQUISTA A CIÊNCIA INATA. Tendo entrado na via de Shiva, graças a Pura Ciência, o universo não é para ele, mais do que sua própria irradiação;
8. VIGILANTE, ELE TEM COMO IRRADIAÇÃO PRÓPRIA, O SEGUNDO (UNIVERSO). Permanentemente atento e desperto, ele interpreta o grande teatro universal. Descrição da livre atividade da interpretação quando a natureza real, intensa e sutil é alcançada;
9. O SI-MESMO É O DANÇARINO.
10. O SI-MESMO É O CENÁRIO. Ele assume ali, múltiplos papéis.
11. SEUS ÓRGÃOS SENSORIAIS SÃO OS ESPECTADORES. E este yogue:
12. GRAÇAS AO PODER DA INTELIGÊNCIA INTUITIVA, ALCANÇA COM ÊXITO A NATUREZA REAL. Seu jogo não é senão, sua própria consciência iluminada.
13. A LIBERDADE É ALCANÇADA E REALIZADA A PERFEIÇÃO COM VITÓRIA. Esta liberdade consiste em não fazer distinção entre o interior do exterior, não apenas em si mesmo, mas em tudo e para tudo.
14. TAL COMO É EM SEU CORPO, ASSIM É EM TODAS AS PARTES. Mas se o yogue cai, por falta de vigilância, na via inferior, recorre a um recolhimento perpétuo fixado sobre o germe universal, a Consciência:
15. A ATENÇÃO SOBRE O GERME DEVE SER FIXADA. Meio onde a atenção se volta permanentemente e permanecendo absorvido no lago da Consciência, fonte de onde flui o universo.
16. ESTABELECIDO NESTA ATITUDE, ELE MERGULHA TRANQÜILAMENTE NO LAGO. Graças a sua união com a Consciência, ele permanece perpetuamente nesta atitude, isso é o "asana", a postura que constitui a suprema potência da energia. Assim, pela via gradual do indivíduo que consiste em reabsorver os canais, as energias, etc., o yogue consegue sair pouco a pouco de sua obscuridade e depois, graças a excelência do poder da energia sob forma de Pura Ciência (Suddhavidyâ), no mesmo instante em que ela emerge, ele entra no reino de Shiva, lago de ambrosia suprema. Um tal yogue:
17. REALIZA UMA CRIAÇÃO FEITA DE UMA PARTÍCULA DE SI-MESMO. A parcela relativa a sua consciência é uma cristalização da Consciência. É sob esta forma que ele realiza em seu nível, uma criação ou manifestação de sujeitos e de objetos variados.
18. QUANDO A PURA CONSCIÊNCIA JÁ NÃO DESAPARECE MAIS, O (re) NASCIMENTO CESSA. Quando suddhavidyâ emerge de forma permanente, já não existe mais nem nascimento, nem morte. Porém, se oculta a causa da aspiração por poderes limitados, a ilusão se arrasta:
19. NOS GRUPOS DE FONEMAS GUTURAIS, ETC., A GRANDE DEUSA E AS DEMAIS ENERGIAS, ESTAS, MÃES DOS SERES ESCRAVOS, SE VOLTAM ÀS DIVINDADES DIRETRIZES QUE SE PERDEM AOS SERES CARENTES DE VIGILÂNCIA E CATIVOS DOS DISCURSOS, É POR ISSO QUE, EM TOTAL VIGILÂNCIA:
20. O QUARTO (estado) DEVE SER ESTENDIDO SOBRE OS OUTROS TRÊS (estados) COMO O AZEITE. Como isso se realizará? O yogue penetra em, primeiro lugar, em turya por uma tomada de consciência de Si-mesmo iluminada.
21. UMA VEZ SUBMERGIDO NO QUARTO (turya), QUE ELE PENETRE NOS TRÊS ESTADOS COM AJUDA DE SUA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA INTERIORIZADA. Depois ele retorna a via de Shiva; e é aqui onde faz o kamamudrâ:
22. QUANDO O ALENTO FUNCIONA DE MANEIRA IGUAL, ELE PERCEBE A IGUALDADE EM TODAS AS COISAS QUANDO VOLTA DO SAMADHI. Mas se renuncia a prática igualadora do kamamudrâ e se contenta com o Quarto estado, não absorvendo-se no que transcende, então:
23. UM DESLIZE INFERIOR TEM LUGAR ATÉ A ETAPA INTERMEDIÁRIA. Ele recai na via inferior ao nível mais baixo do Quarto estado; mas se permanece vigilante:
24. DE NOVO QUANDO ELE SE RECOLHE INTENSAMENTE EM SUAS EXPERIÊNCIAS DO SI-MESMO, UNINDO-AS AOS ESTADOS OBJETIVOS, RESSURGE AQUILO QUE ESTAVA PERDIDO. Sendo consciente em todas as suas atividades, sua Pura Consciência reaparece, voltando então, a via de Shiva:
25. ELE SE TORNA SEMELHANTE A SHIVA. A existência do corpo não deve ser depreciado, já que esta existência corporal não possui outro fim que permitir a descarga da experiência (kármica) em curso de frutificação. Mas não é mais além disso, que tras a morte e o tornará idêntico a Shiva. Então, em sua vida cotidiana:
26. PARA O YOGUE PERFEITAMENTE E PERMANENTEMENTE INSTALADO NA PRESENÇA DE SHIVA, AS FUNÇÕES DO CORPO FORMAM SUA OBSERVÂNCIA RELIGIOSA. Até o menor gesto de um desperto, está impregnado de consciência, ainda que estes gestos dos dedos (mudrâs) que descrevem os tratados do Hatha Yoga, não são mais do que artifícios.
27. PARA ESTE PERFEITAMENTE ABSORVIDO EM SHIVA, SUA CONSERVAÇÃO É RECITAÇÃO, este é o mantra verdadeiro. Para este ser completamente instalado em Shiva:
28. O CONHECIMENTO DO SI-MESMO É O DOM. Sua atividade cotidiana é conferir o conhecimento a seus discípulos. Como um bom pastor, ele os protege:
29. ELE ADOTA O PAPEL DE PASTOR, JÁ QUE É FONTE DE CONHECIMENTO. Altos e baixos de sua glória; de novo, na via da energia. Descrição de sua própria expansão:
30. O UNIVERSO É A EXPRESSÃO DE SUA PRÓPRIA ENERGIA. Ele vê o mundo como uma massa de energia. O universo não é mais do que a expansão de sua própria energia, não apenas nos estados de emanação, mas também nos seguintes:
31. MANTENIMENTO E REABSORÇÃO DO UNIVERSO SÃO TAMBÉM A EXPANSÃO DE SUA ENERGIA. Toda a objetividade em sua variedade, manifestando-se ou dissolvendo-se, tem como única natureza sua própria consciência.
32. MESMO COM ESTES ESTADOS EM FUNCIONAMENTO, ELE NÃO SE AFASTA DE SUA NATUREZA DE SUJEITO COGNOSCENTE (dotado de cognição). Já que o yogue:
33. CONSIDERA COMO EXTERIOR, O PRAZER E A DOR, NASCIDOS DO CONTATO COM OS OBJETOS PERCEPTÍVEIS. Ele percebe da mesma maneira que as cores, como manifestações objetivas e não como impressões subjetivas como acontece no homem comum. O yogue que não está dessa forma, afetado:
34. PORQUE ELE ESTÁ COMPLETAMENTE LIBERADO DELE, SE CHAMA ISOLADO. Inteiramente liberado do prazer e da dor e não mais afetado interiormente nem sequer pelas tendências residuais, é um ser "só", isto é, que possui como só e única essência, a subjetividade de uma pura consciência absoluta. Se o prazer e a dor não se funde na igualdade, o yogue recai no karma, a engrenagem do ato e de sua frutificação:
35. EM CONTRÁRIO, NAQUELE QUE ESTÁ RESTRINGIDO, O OBSCURECIMENTO ESTÁ FEITO DE ATOS KARMICOS. Ele é o joguete e não o que joga com ele.
36. UMA VEZ ELIMINADA A DIFERENCIAÇÃO, ELE EFETUA OUTRA CRIATIVIDADE, DE NATUREZA DIVINA, NA CONDIÇÃO DE PERMANECER CONSCIENTE DE SUA PRÓPRIA ESSÊNCIA. Ele compreende a causa desta faculdade que possui, de criar a vontade:
37. CADA UM EXPERIMENTA POR SUA PRÓPRIA EXPERIÊNCIA, A ENERGIA CRIADORA NO TRANSCURSO DO SONHO; ele compreende então, qual potência criadora desfruta o Si-mesmo. O que se deve fazer na via individual para possuir tal energia? Retomando a animação, partindo do começo, se deve com a ajuda do Quarto estado:
38. ANIMAR OS TRÊS ESTADOS DE EMANAÇÃO, MANTENIMENTO E REABSORÇÃO, SÃO RESPECTIVAMENTE ORIENTAÇÃO ÀS COISAS, APEGO A ELAS E FINALEMENTE SUA INTERIORIZAÇÃO. O Quarto estado, impregna de embelesamento aos outros três, fazendo-se ele todo, uma massa de felicidade. Que o yogue não se limite a animar os três estados, mas sim, fazer o mesmo.
39. NO CORPO, NOS ÓRGÃOS E NOS OBJETOS EXTERNOS COMO ELE O FAZIA EM NÍVEL DA CONSCIÊNCIA INTERIORIZADA, REALIZANDO ASSIM, UMA CRIAÇÃO DIVINA DO MUNDO CHAMADO OBJETIVO. Porém, se perde a consciência do Quarto estado interior, então, já que limita sua consciência ao corpo, etc. e que a impureza de finitude o faz acreditar erroneamente em sua imperfeição, se não está vigilante e se uma sombra de desejo subsiste nele, o que as tendências residuais o inclinam à algum objeto, então:
40. EM RAZÃO DE SUA INCLINAÇÃO, EM DIREÇÃO AO EXTERIOR, ELE É "ARRASTADO" A IDENTIFICAÇÃO COM AS "COURAÇAS" ÓRGÃO INTERNOS, ÓRGÃOS EXTERNOS, ELEMENTOS SUTIS E GROSSEIROS, CONVERTENDO-SE EM UM ESCRAVO. Porém se, os olhos limpos pela graça do Senhor, volta a retomar consciência de sua verdadeira natureza, tendo finalizado suas inclinações, ele já não tende ir mais ao exterior e se torna complacente perpetuamente e unicamente na beatitude do Si-mesmo.
41. SEU CONHECIMENTO FIRMEMENTE ESTABELECIDO NO QUARTO, GRAÇAS O DESAPARECIMENTO DESTA INCLINAÇÃO, A INDIVIDUALIDADE DESPARACE TAMBÉM E COMPLETAMENTE. Volta a via divina. O que é a natureza absoluta (kaivalya) quando o eu limitado desparece: mesmo que o yogue more no corpo, este representa apenas uma couraça, já que o corpo não afeta seu Eu.
42. OS ELEMENTOS NÃO SENDO MAIS DO QUE UMA COURAÇA, ENTÃO, COMPLETAMENTE LIVRE, ELE É EMINENTEMENTE SEMELHANTE AO SOBERANO, O SUPREMO. Está coberto dos elementos corporais, mas não do desejo. Semelhante a Shiva, mas não idêntico à Ele, pois:
43. A UNIÃO COM O ALENTO DE VIDA É NATURAL. Por isso, o corpo não falece ou se desintegra no momento de alcançar o Quarto Estado. Essa união não pode ser evitada. Porém, inclusive unido ao corpo, se o yogue permanece vigilante, bem estabelecido no centro:
44. TENDO DOMINADO A CONSCIÊNCIA RESIDENTE NO CENTRO ÍNTIMO DO ALENTO NASAL, NÃO LHE IMPORTA MAIS O FLUXO DO ALENTO DOS CANAIS, ESQUERDA, DIREITA OU CENTRO. Fruto desse yoga; a iluminação ininterrupta que não é de nenhuma forma, nova, pois sempre ele a possuiu:
45. DE NOVO EXISTE A ABERTURA DOS OLHOS. Nào como algo novo que o yogue adquiriu, mas sempre foi assim já que é sua natureza própria. Os olhos se abrem uma e outra vez ao universo quando as tendências a diferenciação desapareceram inteiramente. Reaparece a natureza divina, o universo inteiro surge da Consciência Absoluta no liberado vivo e ativo nesse mundo.
PROSPERIDADE A TODOS!
NASMATÊ!
Shri Swamiji Shankara Saraswati Maharaj
Nenhum comentário:
Postar um comentário